{"id":1427,"date":"2020-06-17T15:01:04","date_gmt":"2020-06-17T18:01:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.tespis.com.br\/site\/?p=1427"},"modified":"2020-06-17T15:24:01","modified_gmt":"2020-06-17T18:24:01","slug":"enfim-cenas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.tespis.com.br\/site\/enfim-cenas\/","title":{"rendered":"Enfim, cenas!"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando iniciamos os trabalhos de cria\u00e7\u00e3o e improviso para o levantamento de material (como j\u00e1 falamos um pouco nesse <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.tespis.com.br\/site\/praticas-online\/\" target=\"_blank\">post aqui!<\/a>),  a primeira consigna de trabalho era a cria\u00e7\u00e3o de uma cena inspirada nos materiais de pesquisa que t\u00ednhamos levantado e discutida at\u00e9 o momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros pontos a serem considerados eram o p\u00fablico alvo &#8211; crian\u00e7as e adolescentes,  o &#8220;papel&#8221; &#8211; usado como tema e mat\u00e9ria prima e a cria\u00e7\u00e3o de uma &#8220;curva dram\u00e1tica&#8221; em que o personagem principal, em algum momento, &#8220;transforma-se&#8221;!<\/p>\n\n\n\n<p>As orienta\u00e7\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o eram bastante abertas e poss\u00edveis de serem absorvidas por cada ator criador de maneira bastante pessoal. Nossa inten\u00e7\u00e3o era come\u00e7ar a entender o universo de refer\u00eancias de cada participante.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa proposta foi feita antes dos estudos de personagem em papel, j\u00e1 postados anteriormente, mas nos demos conta de que esse trabalho era bastante complexo. Ent\u00e3o, ao inv\u00e9s de apressarmos a finaliza\u00e7\u00e3o dele,  deixamos que fosse amadurecendo e passando por v\u00e1rias etapas de ensaio, conversas e prepara\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9 que, mesmo que as cenas sejam curtas e simples, envolveram todo um processo de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a cria\u00e7\u00e3o de uma dramaturgia espec\u00edfica para esta linguagem. No\u00e7\u00f5es sobre a triangula\u00e7\u00e3o (rela\u00e7\u00e3o dos bonecos com o espectador) e tamb\u00e9m a linguagem espec\u00edfica do v\u00eddeo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos v\u00eddeos abaixo voc\u00eas poder\u00e3o ver a primeira e a \u00faltima (at\u00e9 o momento) vers\u00e3o desse trabalho de uma das participantes.  A ideia de estabelecer essa compara\u00e7\u00e3o tem mais a ver com nossa necessidade de compreender, principalmente, a cria\u00e7\u00e3o dos &#8216;detalhes&#8217; no trabalho de anima\u00e7\u00e3o. Detalhes estes que resultam na manipula\u00e7\u00e3o do ritmo da cena, desenvolvimento de dramaturgia e limpeza de movimentos e a\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante frisar que os materiais criados em quarentena n\u00e3o s\u00e3o ainda a dramaturgia do espet\u00e1culo que estamos desenvolvendo. S\u00e3o materiais utilizados como disparadores para discutirmos quest\u00f5es t\u00e9cnicas de manipula\u00e7\u00e3o, dramaturgia e autonomia criativa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"26 de abril de 2020\" width=\"730\" height=\"548\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1FdoBLd4ueA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Primeira vers\u00e3o da cena<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Cenas: Dig Tac\" width=\"730\" height=\"411\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZUW8EetLSNY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Vers\u00e3o mais recente do v\u00eddeo, j\u00e1 batizada de &#8220;Dig Tac&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segue tamb\u00e9m um depoimento de <strong><em>Sabrina Antunes Francez<\/em><\/strong>, atriz manipuladora criadora deste experimento:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A ideia inicial era uma luva de pl\u00e1stico preenchida com pap\u00e9is. Logo, assisti o v\u00eddeo de Jordi Bertran (v\u00eddeo abaixo), com um boneco de espuma, que me inspirou pra fazer um boneco palito de fita colada em uma luva. Eu o chamei de Tac. Peguei minha m\u00e1quina de escrever e o abajur e fui tentar criar jogos pra desenvolver alguma hist\u00f3ria. Minha ideia era que a luz fosse sacana com o Tac, mas chegou um momento que n\u00e3o tinha mais ideia com a luz e achei que precisava de um outro personagem. Nisso surgiu o Dig, para  acrescentar outros momentos na dramaturgia.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) No inicio, o boneco era neutro, sem nenhuma express\u00e3o.  Foi preciso desenhar um \u00f3culos para me auxiliar a encontrar o foco e saber pra onde ele estava olhando. Tive que apurar a no\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o, cuidar nas rota\u00e7\u00f5es (pois uma rota\u00e7\u00e3o poderia fazer o boneco perder a metade do seu corpo), fazer as micro a\u00e7\u00f5es de cada passo. <\/p>\n\n\n\n<p>A respira\u00e7\u00e3o do boneco estava muito ligada com a minha, quando ele respirava fundo automaticamente eu tamb\u00e9m respirava, quando ele ficava zangado eu franzia a testa. Fui entendendo que o boneco reagia \u00e0s situa\u00e7\u00f5es e eu reagia com o&nbsp; boneco.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro v\u00eddeo, Tac j\u00e1 digitava freneticamente. Nem dava pra saber quem era esse personagem. Foi preciso fazer uma entrada e saber o que esse personagem estava fazendo ali. O Dig n\u00e3o aparecia, era s\u00f3 uma voz que n\u00e3o dava pra entender de qual personagem era. Nos primeiros v\u00eddeos, eu resolvia as situa\u00e7\u00f5es e n\u00e3o passava por elas. O Tac precisava de ac\u00famulo e a\u00ed surgiam sensa\u00e7\u00f5es de alegria, raiva e varia\u00e7\u00f5es de ritmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na manipula\u00e7\u00e3o, sentia dores e fui descobrindo posi\u00e7\u00f5es&nbsp; e movimentos do corpo que, al\u00e9m de deixar meu corpo mais confort\u00e1vel, facilitava a manipula\u00e7\u00e3o o boneco. Tive muita dificuldade em manipular dois bonecos ao mesmo tempo. Foi preciso exerc\u00edcios e ensaios s\u00f3 pra treinar o movimento desse dois bonecos em ritmos diferentes. <\/p>\n\n\n\n<p>Durante esse processo, foi preciso entender quais as coisas que faziam sentido na perspectiva do boneco e n\u00e3o da manipuladora. E pensar como entreter uma crian\u00e7a me fez lembrar muito da minha inf\u00e2ncia. Isso foi a melhor coisa desse processo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Le petit bonhomme en mousse - Jordi Bertran - LE PLUS GRAND CABARET DU MONDE\" width=\"730\" height=\"548\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CcoPdIpYuhc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Cia. Jordi Bertan, uma das inspira\u00e7\u00f5es de Sabrina<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>_________________________________<br>Projeto Montagem de Espet\u00e1culo Infanto-Juvenil<br>Proponente: Denise da Luz MEI<br><br><strong>Ficha T\u00e9cnica<\/strong><br>Dire\u00e7\u00e3o e dramaturgia: <strong>Max Reinert<\/strong><br>Atua\u00e7\u00e3o: <strong>Denise da Luz, Sabrina Francez <\/strong>e<strong> Matheus Groszewica<\/strong><br>M\u00fasico em cena: <strong>Leonam Nagel<\/strong><br>Ambienta\u00e7\u00e3o sonora: <strong>Hedra Rockenbach<\/strong><br>Figurinos: <strong>Denise da Luz<\/strong><br>Designer gr\u00e1fico: <strong>Daniel Olivetto<\/strong><br>Assessoria de imprensa: <strong>Camila Gon\u00e7alves<\/strong><br>Produ\u00e7\u00e3o:<strong> T\u00e9spis Cia. de Teatro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"240\" src=\"http:\/\/www.tespis.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/logos-patrocinios-paper-1024x240.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1358\" srcset=\"http:\/\/www.tespis.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/logos-patrocinios-paper-1024x240.png 1024w, http:\/\/www.tespis.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/logos-patrocinios-paper-300x70.png 300w, http:\/\/www.tespis.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/logos-patrocinios-paper-768x180.png 768w, http:\/\/www.tespis.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/logos-patrocinios-paper-1536x359.png 1536w, http:\/\/www.tespis.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/logos-patrocinios-paper-2048x479.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando iniciamos os trabalhos de cria\u00e7\u00e3o e improviso para o levantamento de material (como j\u00e1 falamos um pouco nesse post aqui!), a primeira consigna de trabalho era a cria\u00e7\u00e3o de uma cena inspirada nos materiais de pesquisa que t\u00ednhamos levantado e discutida at\u00e9 o momento. 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