Jônata Gonçalves

384450_2191196908058_1491188347_31904100_905938382_nJônata Gonçalves passou a integrar a Téspis Cia. de Teatro no ano de 2012. Porém, iniciou seus estudos e atividades com o teatro no ano de 1998, na Casa da Cultura Dide Brandão, importante centro cultural do município de Itajaí.

Sua formação teatral começou quando, através de um curso livre, foi convidado para integrar a companhia Anchieta Arte Cênica, dirigida pelo veterano Valentim Schmoeler. Durante os treze anos que passou dentro da companhia Anchieta, Jônata participou de várias montagens do grupo atuando, ou mesmo, auxiliando em algumas direções. Pode-se destacar os espetáculos: Fala Pessoa com textos do poeta Fernando Pessoa, O Rapto das Cebolinhas de Maria Clara Machado, Terror e Miséria do Terceiro Reich de Bertold Brecht, O Noviço de Martins Pena, A Megera Domada de Willian Shakespeare, O Auto da Compadecida de Ariano Suassuna, entre outros. Sendo que, em 2004, integrou o elenco selecionado para montar o espetáculo de inauguração do Teatro Municipal de Itajaí chamado Um Boi Bom de se Vê!, com direção de Max Reinert.

No ano de 2007, paralelamente às suas atividades dentro do Anchieta, passou a integrar também a Trupe Sonora Casa de Orates. Grupo de seis músicos de Itajaí que misturam várias linguagens artísticas, como o teatro, música, cinema e artes plásticas, dentro de suas composições e apresentações. Durante os cinco anos que esteve com a banda apresentou os espetáculos: Sonhos, uma Viagem ao Onírico e Entre Bruxas e Sonhos.

No ano de 2011, depois constatar a vontade em comum de alguns amigos artistas em que visavam a pesquisa aprofundada em novas experimentações teatrais, ajudou a fundar o grupo Ilustríssimos Senhores. Seu primeiro, e único, trabalho com a nova companhia foi Patética, de João Ribeiro Chaves Neto. Jônata deixou a companhia em 2012.

Dentro de sua livre formação teatral, já participou de oficinas, cursos e workshops com vários profissionais através de suas participações em festivais ou mesmo através de uma busca particular dentro da sua trajetória artística. Alguns dos profissionais com quem teve contato foram: Diego Cazabat (Argentina), Sérgio Mercúrio (Argentina), Renato Ferracine (São Paulo), Pepe Nuñez (Florianópolis), entre outros.

Através da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), formou-se em jornalismo no final de 2010. Seu trabalho de conclusão de curso foi um documentário em vídeo onde acompanha o processo de montagem de um espetáculo de um grupo de teatro. Na área da comunicação, Jônata desempenhou o papel de apresentador e âncora do jornal diário Repórter Univali, na Radio Univali FM. Foi assessor da Gerência de Programas e Projetos Culturais da Fundação Cultural de Itajaí no período entre 2009 e 2010. No ano seguinte, 2011, assumiu a assessoria de direção do Teatro Municipal de Itajaí. Por conta disso, fez parte da comissão organizadora do II Festival Brasileiro de Teatro Toni Cunha em 2013 e foi o coordenador da terceira edição do evento realizada em 2015.

Em sua trajetória artística, e principalmente após ingressar na Téspis, Jônata participou de alguns importantes festivais de teatro no país, destacando-se: Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa (PR), o Festival Isnard Azevedo de Florianópolis (SC), o Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau (SC), o Festival Nacional de Teatro de Resende (RJ), o Festival Nacional de Teatro de Piracicaba (SP), o Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente (SP), entre outros.

Na Téspis Cia. de Teatro, Jônata participa como ator nos espetáculos: Meteoros, Um, Dois, Três: Alice!, Cabeça de Papel e Tomara que não chova ou A incrível história do homem que se transformou em cachorro. Além disso, participa como auxiliar técnico no espetáculo Esse Corpo Meu?. Atualmente Jônata também é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), onde desenvolve sua pesquisa sobre dramaturgia contemporânea e a dramaturgia corporal que é desenvolvida dentro dos trabalhos da companhia.